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Perry teve criação conturbada e violenta, e achava que a vida lhe tinha dado golpes injustos. Dicxk, considerado o cérebro da dupla, queria apenas arrebatar o dinheiro e desaparecer. Presos e condenados, ambos morreram na forca em 1965. Hickock, o comparsa de Perry no assassinato, era um tipo simpático, muito bem-humorado, cativante. E é desenhado como um moleque irresponsável, esquecendo-se do assassino frio que ele soube ser um dia.
Capote traçou o perfil humano e psicológico dos assassinos, bem como de todos os personagens envolvidos na história. Há um quê de análise psicológica nas páginas da obra. A descrição das personalidades dos criminosos, a análise do ambiente social em que foram criados e as influências negativas que receberam enquanto estiveram na prisão, é o contraponto com a vida pacata, regrada e honesta das vítimas. Esse quê psicológico é o que cria a tensão necessária para prender o leitor às páginas do livro. A disputa entre o bem e o mal são questões imprescindíveis a um bom romance. Talvez o detalhamento sobre a pena de morte imposta aos assassinos nos tenha demonstrado ser a única punição cabível.
A partir de um recorte diferenciando, pela primeira vez foi possível termos em mãos algo tão interessante quanto à simplória história do assassinato. Capote sobre transformar a questão em pauta em uma grande história, que ultrapassa a barreira de uma história que poderia ter sido registrada apenas pelos jornais da época.
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Efraim Neto
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